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O Exemplo de Oscar

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“Ser atleta é aprender a conviver com a dor”

O Exemplo de Oscar Schmidt

Há 3 dias nos despedimos de um dos grandes nomes do esporte brasileiro. Partiu o Mão Santa Oscar Schmidt ou, como preferia, o Mão Treinada. Deixou um legado de amor e comprometimento ao esporte.

Todas as homenagens são unânimes em valorizar a dedicação que nunca lhe faltou e que fez dele um dos melhores de todos os tempos na modalidade. Em um pais que peca na devida valorização de seus ídolos, foi um dos poucos que pôde contar com o reconhecimento ainda em vida.

Mas se tanto se falou dos 1000 arremessos diários, da obstinação com os treinos que para ele só se encerravam com 20 acertos consecutivos, deixamos passar uma outra citação bem menos glamurosa mas que nós, meros mortais, não podemos ignorar quando recorremos à elite da elite como referência e inspiração. Dizia ele:

“Ser atleta é aprender a conviver com a dor”

Referia-se à dor física de sobrecarga ou lesão mas podemos estender o sentido para o sacrifício. Ele consistentemente abreviou o descanso treinando enquanto seus companheiros já voltavam pra casa. Abriu mão de momentos importantes com a família – o nascimento do filho, o casamento do irmão, por exemplo. Jogou lesionado. Suportou dores crônicas ao longo da vida.

Não há aqui qualquer juízo de valor, ao contrário. Isso tudo reforça minha admiração afinal, fez tudo isso consciente das escolhas e pôde contar com uma estrutura de suporte em torno de si.

Mas e nós, gente comum? Até aonde estamos dispostos a ir pelos nossos objetivos? Quanto estamos dispostos a investir de energia, tempo e renúncias? Já fizemos essa análise de maneira realista e com honestidade? Faz sentido para o nosso propósito de vida? Estamos fazendo tudo o que podemos?